domingo, 13 de outubro de 2013

Sempre que tu vais embora

Sempre que tu vais embora

(Anne Lieri)



( Chega um dia em que eles crescem...)




Sempre que tu vais embora
Eu choro, não tem mais jeito!
Nada que digam consola
Esse vazio no meu peito!



Sou mãe e nunca demonstro
A dor ao ver-te partir
A distância é como um monstro
Insensível, a sorrir...



Assim, choro bem baixinho
E só Deus pode me ouvir
Pranto tão escondidinho
Ao ve-la tão longe ir.



Esse amor exagerado
Só mães podem compreender
Os filhos quando gerados
São para o mundo viver.



Se existe felicidade
Quando os filhos se vão
É saber que na verdade
Logo, logo voltarão






 Para todas as mães que, como eu,  passam pelo ninho vazio!

13 comentários:

VELOSO disse...

Como é difícil a hora de deixar os filhos voarem...

✿ chica disse...

Poesia MARAVILHOSA!!

É triste essa hora mesmo. Te entendo bem: a alegria da espera, a ansiedade e de repente, novamente hora de vê-los partir.

E assim vamos pela vida e foi por isso que no Canteiros tenho a contagem regressiva,rs beijos,chica

XicoAlmeida disse...

"Nunca" partem, o coração não deixa!
Bom domingo Anne.

Anete disse...

Anne, a síndrome do ninho vazio é uma nova fase e, realmente, traz reflexões, melancolia e novos sentimentos... Eles voltam de vez em quando, mas o tempo ido é passado! Uma novíssima alegria temos então que cativar!

Lindíssimo poema!

Já estou em casa! Bjs

Van disse...

Oi Anne

Ser mãe e criar como como sendo seu para entregar ao mundo sendo dele. Difícil tarefa! Mas, bela. Um exercício de desapego.

Beijos

aluap disse...

Olá Anne e bom domingo!
Repare que os pássaros dão-nos uma lição de vida. Ajudam os filhotes, até dão a vida por eles se necessário, mas quando chega a altura de saírem do ninho, têm de ir e se governar.
Gostei muito da sua poesia.
Beijos.

Carmen Lúcia.Prazer de Escrever disse...

Oi amiga Anne,sei bem o quanto sofremos,principalmente quando nossos filhos casam,formam seus lares,sabemos que são felizes,mas há sempre um pedaço de nós que foi para
um outro voo,saindo dos nossos ninhos.
Lindo poetar.

bjs amiga
Carmen Lúcia-mamymilu.blogspot.com.br

Cidinha disse...

Olá, Anne. Um belo poema! A partida é inevitável... más fáz parte da vida. Temos que nos adaptar!! Más sempre a esperança de novamente junto estar. Bela e carinhosa imagem! Uma ótima tarde. Bjos!

Sandra Portugal disse...

Nem me fala!
Estou pela primeira vez com minha mais velha viajando em seu aniversario....sentindo a sindrome do ninho vazio....
Como é dificil ve-los bater asas...
bjs sandra
www.projetandopessoas.com.br

Arlete Mourige disse...

Oi Anne Uma poesia linda que bem demonstra o que é ter um filho longe.Eu te entendo bem, pois tenho três e um longe há 20 anos,agora me acostumei...mas de vez em quando bate aquela saudade.Uma otima semana.Bjs

JAN disse...

Ver o "ninho vazio" é um dos momentos mais complicados da maternidade, né Anne?

Abração
Jan

Amara Mourige disse...

Anne, sei bem o que é esse vazio já passei por isso.Mas, como você diz "Logo,logo voltarão"
Uma linda semana
Beijos
amara

Clara Lúcia disse...

Ainda não passei por esse ninho vazio mas sei que não vai demorar...
A gente chora baixinho mesmo, Anne, e sofre sozinha...
E fica feliz porque eles estão seguindo seus caminhos e vêm de vez em quando aquietar nosso coração...

Uma linda semana!
Beijos

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