quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Ligeiramente grávida





Ligeiramente grávida
( Anne Lieri)



A incidencia de gravidez em adolescentes com menos de quinze anos vem aumentando 20% com relação á década de setenta.
Isso significa que três vezes mais garotas dessa faixa etária tem engravidado.
Uma ocorrência lamentável, visto que hoje existem muito mais informações sobre como prevenir a gravidez e as doenças sexualmente transmissíveis do que antigamente.
Infelizmente, só a  informação não garante a proteção!
Os jovens tem despertado cada dia mais cedo para a sexualidade e, nesse aspecto a sociedade é a grande vilã!
Há um estímulo a modernidade que se confunde com permissividade exagerada.
Mesmo dentro das famílias existe maior liberalidade com relação ao sexo.
Os valores estão todos de cabeça para baixo e, os pais já não sabem o que podem ou não proibir.
Não querem correr o risco de receber o rótulo de “careta” e acabam não impondo limites necessários a segurança do adolescente.
As condições financeiras e emocionais são fundamentais para estabelecer o aumento na taxa de gravidez precoce.
É comprovado que quanto menor a renda,maior o índice de gravidez na adolescência.
Quanto ao fator emocional, há uma constante que tende a se repetir: se a mãe engravidou muito cedo, a tendência é que seus filhos também o façam.
Devemos atentar para o fato que a puberdade é um período de mudanças no corpo.
Uma gravidez fora de época, pode trazer problemas de crescimento e desenvolvimento emocional.
Esse “ficar” tão em moda e descompromissado,aumenta a chance de uma relação sexual eventual e, conseqüentemente, a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis.
No “ calor do momento” os jovens se esquecem de usar a tão necessária camisinha e começa aí o grande problema.
Ser mãe (ou pai) com quinze anos ou menos é mais ou menos como ter que parar de brincar com as bonecas de mentirinha e pegar uma “boneca de verdade” !
Toda a carga de responsabilidade cai de repente sobre os ombros da futura mãe e, junto com ela, todo preconceito social que terá que enfrentar.
Portanto, melhor dizer “não” aos seus filhos, amarra-los no pé da mesa se preciso, mas antes de qualquer atitude tão ostensiva, dialogar bastante pode evitar muitos danos no futuro!


Essa é a minha participação na 79ª edição opinativa do Projeto Bloinques com o tema: Gravidez precoce.
Clique no link para participar:


8 comentários:

Sônia Silvino disse...

Com tanta informação como hoje em dia, ainda tantas gurias e guris não se cuidam.
Lamentável, amiga!
Beijos meus!!!!!!!!! Muuuuuuitos!

✿ chica disse...

É uma pena que isso ainda aconteça..Depois ficam os bebes como pacotes daqui pra lá...E as crianças pais/mães sem saber como "brincar de gente grande"...Pena!! Linda participação.
PRUDÊNCIA,pois!!!

beijos,chica

Severa Cabral(escritora) disse...

Bom dia querida!
Fico tão feliz quano abro meu cantinho e sou recepcionada com amigas queridas como vc...me dar mais razões para vir te visitar e agradecer...
Vc é uma amiga fiel...te gosto muito.
o texto de hj ilustra muito bem o que num país de 3ºmundo como se vive.
bjssssssssssssssss

Luzia Medeiros disse...

Esse é um assunto que merece ser discutido, pois como você mesma falou o número de meninas adolescentes vem aumentando cada dia mais. Os pais precisam conversar bastante com seus filhos, para que eles tomem consciência de que gravidez não é brincadeira, é uma vida que colocamos no mundo e se não cuidarmos bem desse novo ser, ele sofrerá terríveis consequências devido à imaturidade de seus pais.
Ótimo texto!
Beijos.

Everson Russo disse...

E o pior de tudo é que exitem tantas e tantas formas de informações hoje em dia....beijos de bom dia pra ti amiga.

Tunin disse...

As informações estão por toda a parte, mas como observo, no local onde trabalho,eles não dão atenção às orientações, querem apenas o prazer momentâneo, depois vêm as consequências. Certa vez uma aluna de 13 anos ficou grávida e eu pergu ntei a ela por que tanta pressa em fazer sexo e não se prevenir? Ela respondeu: "colé" professor, em minha comunidade as meninas ficam grávidas com 11, 12, e eu já tenho 13 anos e já estou ficando velha. Pode? Abraços.

Célia Gil, narciso silvestre disse...

Um ótimo texto de sensibilização, o que continuará sempre a fazer falta! Bjs

Ivana disse...

Anne,
Seu texto é completo e perfeito. Infelizmente é a realidade. Um grande abraço!

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